Eu vi nos seus olhos o filho vivo, o filho dos seus sonhos e de sua saudade, eu vi nos seus olhos... Mas o ventre está vazio.
Eu escutei: "Ela estava grávida, mas perdeu." A notícia dita assim, sem olhar nos seus olhos, disfarça a dor, distrai a realidade. O que vi nos seus olhos foi a VIDA que lhe escorreu pelas mãos, pela lógica, pelas entranhas, deixando esse estranhamento no coração.
Ao contrário do que se diz, ou do que não se diz, do que se cala, do silêncio que se faz sobre o fato de que uma vida se foi, o olhar dela denuncia a dor. E agora, ela vive esse aDEUS sem despedida. Um luto ainda mais penoso porque não permite os rituais e os pêsames. É o luto pelo filho e a luta para refazer o seu desejo. E como se faz para desejar de novo sem as ilusões, sem a fantasia, sem o faz de conta de que tudo é tranqüilo na maternidade?
É preciso contar a ela o que toda mãe silencia e quase esquece, contar aquela história triste que toda mãe esconde de si mesma, mas que aconteceu. É preciso falar dos instantes de angústia no meio das alegrias, os momentos de medo que permeiam todo o processo, o esforço para ter o controle e dispor apenas da confiança, e, mesmo confiante, sentir insegurança até o último minuto! É preciso dizer que ela sofreu a maior de todas as perdas, mas escolher a maternidade é perder-se por amor!
Assim como o útero todo mês prepara-se para conceber e menstrua sua esperança, você também, depois de sangrar sua tristeza, há de se renovar para uma nova vida!
Meu coração está solidário ao seu...
Eu escutei: "Ela estava grávida, mas perdeu." A notícia dita assim, sem olhar nos seus olhos, disfarça a dor, distrai a realidade. O que vi nos seus olhos foi a VIDA que lhe escorreu pelas mãos, pela lógica, pelas entranhas, deixando esse estranhamento no coração.
Ao contrário do que se diz, ou do que não se diz, do que se cala, do silêncio que se faz sobre o fato de que uma vida se foi, o olhar dela denuncia a dor. E agora, ela vive esse aDEUS sem despedida. Um luto ainda mais penoso porque não permite os rituais e os pêsames. É o luto pelo filho e a luta para refazer o seu desejo. E como se faz para desejar de novo sem as ilusões, sem a fantasia, sem o faz de conta de que tudo é tranqüilo na maternidade?
É preciso contar a ela o que toda mãe silencia e quase esquece, contar aquela história triste que toda mãe esconde de si mesma, mas que aconteceu. É preciso falar dos instantes de angústia no meio das alegrias, os momentos de medo que permeiam todo o processo, o esforço para ter o controle e dispor apenas da confiança, e, mesmo confiante, sentir insegurança até o último minuto! É preciso dizer que ela sofreu a maior de todas as perdas, mas escolher a maternidade é perder-se por amor!
Assim como o útero todo mês prepara-se para conceber e menstrua sua esperança, você também, depois de sangrar sua tristeza, há de se renovar para uma nova vida!
Meu coração está solidário ao seu...














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