segunda-feira, 26 de maio de 2008

Os meninos e meninas que me ensinaram


Essa menina vivia no meu sonho, mas, depois, virou semente no meu ventre. Era sonho, foi semente e, de repente, já é gente! Essa menina me faz amamentar o amanhã. Nutrir na mente cenas do que ainda será, sem ansiedade, só certezas que nascem serenas do seu olhar. A certeza do sorriso, do som da sua voz, dos seus passos, nossos papos, os passeios e as perguntas; A certeza do seu abraço, que já me aquece o coração e a certeza de ser chamada MÃE, mesmo que diante das incertezas, eu me sinta também menina.

Nos instantes de incerteza eu descubro que é preciso reunir na alma tudo aquilo que os meninos e as meninas me ensinaram, tudo aquilo que não está nos livros nem no consultório do pediatra, tudo aquilo que aprendi sem pretensão. A sorte é que sempre há um menino ou uma menina brincando em cada coração e eles ensinam tudo que é preciso saber para fazer crescer a minha menina.

A minha memória vai até os meus avós garimpando gestos de meninice que ajudam a deseducar a mente e ensinar o coração. O menino-avô me ensinou que criança carece de colo e colo ensina o amor concreto que o corpo aprende antes da cabeça. O outro menino-avô me ensinou que criança precisa de sabor e um chocolotate colocado sempre no mesmo lugar ensina que o amor é doce, delicado e constate. As meninas das minhas avós também me ensinaram muito, uma me ensinou que criança é artista desde cedo e dado o incentivo faz poesia, pintura, teatro... Amor que transborda em arte. A outra me ensinou que criança precisa de merenda todo fim de tarde pra aprender sobre a mesa, a conversa fiada, o amor que se faz alimento em cada pedaço de pão.

Pai e mãe também tem menino dentro de si. Eu vi a menina-mãe pelas frestas da nossa rotina, nas historinhas antes de dormir, na casa bagunçada, no abraço cotidiano e no incentivo de desbravar a vida como bandeirante. Eu aprendi com o menino-pai nas entrelinhas das lições, nos brinquedos de montar que ele montava antes da gente, nos filmes dos Trapalhões que ele ria das trapalhadas e na sua vontade de nos mostrar o mundo. A menina-irmã me ensinou a companhia constante, a brincadeira sempre completa, a possibilidade de carregar e cuidar e a certeza de não ser só.

O menino-marido nunca teve receio de ser menino. E a cada dia ele é para nós a certeza do sorriso, do desenho animado, do cubo mágico e das acrobacias. Aprendi também com os meninos de dentro dos amigos e dos amores. O menino-mago me ensinou a importância das coisas simples e coloridas como um por do sol. O menino-som me ensinou as melodias que ninam a alma. Meninos e meninas me ensinaram a escalar cada vez mais alto, a brincar de Imagem e Ação e a fazer dos amigos uma família de afilhados, dindos e dindas. Acima de tudo e através de todos aprendi com o próprio Deus que se fez menino para ensinar o AMOR.

Maio, 2008

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Meu 1o dia das mães!

Crédito da foto para mim.


Ano passado descobri que estava grávida, justamente, no dia das mães e foi um verdadeiro presente! Esse ano foi meu 1o dia das mães mesmo, com minha filha nos braços, nos olhos, na boca, no peito, na pele...

O interessante foi perceber que eu gostei mais do dia das mães do que do dia do meu aniversário! E olha que eu adoro meu aniversário! Mas, esse ano, o dia das mães foi mais feliz do que o dia do meu nascimento. Então, percebi que o meu EU rendeu-se à mãe em mim, e tinha que ser assim, afinal, quem tem EGO suficiente para resistir a esse olhar?

Maio, 2008

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Quatro meses clareando - Maio, 2008

Com quatro meses Ana Clara:

  • Foi ao seu 1o encontro do OPA de um dia.
  • Festejou o 1o dia das mães com a mamãe!
  • Ganhou seu SLING e adorou!
  • Conseguiu virar de lado e não parou mais! Veja no vídeo!
  • Conseguiu sair da sua cadeira do carro (descendo, descendo até cair no chão!)
  • Começou a treinar para engatinhar, esticando os braços ou dobrando os joelhos.
  • Ganhou o chão!!!
video

Três meses clareando - Abril 2008

Com três meses Ana Clara:

  • Descobriu a televisão!
  • Foi para a missa do "Escaladinha".
  • Ficou só com o papai pela 1a vez! (Vokita ajudou!)
  • Foi para seu 1o aniversário de "criança grande" (aniversário de Cati!)
  • Foi anfitriã do 1o encontro de mães e bebês aqui em casa!
  • Ganhou seu primeiro livro da tia Mari.
  • Começou a fazer mais sons e dar gritinhos.
  • Começou a "dar a volta no berço" (360 graus)
  • Começou a fazer carinho com as mãos na mamãe e no papai.
  • Sorri mais, brinca mais, movimenta mais, tudo mais!!!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Lar doce lar


Criança tem o poder de transformar a casa em lar. Qualquer quatro paredes, com criança, ganha aconchego. Quando a gente cresce e deixa de ser criança a casa vira um lugar de guardar coisas e dormir de vez em quando. Gente grande ganha o mundo e, às vezes, prefere até fazer feito um caracol que carrega a casa nas costas. A gente quase esquece o que é um lar...

Lar é aquele lugar que ficou na lembrança de quem teve infância, o lugar da saudade e da esperança. Aquele lugar que tem cheiro de comida cozinhando na panela e brinquedos espalhados pelo chão. É fácil saber quando uma casa vira um lar, basta ter olhos de ver o que está vivo. O lar é um lugar sempre fértil, no lar se plantando tudo dá! Aqui em casa, de repente, nasceu fruta na fruteira!



Criança tem o poder de transformar a casa em lar. Porque lar é casa com chão fértil e criança se espalha por esse chão como se fosse semente. Cada canto da casa ganha uma semente de criança e, em pouco tempo, tem criança plantada na cama do pais, no carrinho estacionado na sala, nos brinquedos espalhados e nas fotos em porta-retratos. Aqui o varal ficou florido e a casa virou esse jardim de gente!

Maio, 2008
Crédito das fotos para Nau