terça-feira, 26 de maio de 2009

Grupo de mães, pais e bebês


Em maio tivemos duas reuniões do grupo de mães, pais e bebês. A primeira dia 23 de maio, foi o reencontro do grupo do ano passado (2008) e a segunda, dia 30 de maio, foi o começo de um novo grupo. Foi interessante observar esses dois grupos, cada um no seu momento, mas todas as mães com a mesma necessidade de partilhar e conviver.

A reunião do dia 30 de maio foi na Brinquedoteca Engenhoca, escutamos a pedagoga Fabiana Dantas, coordenadora da brinquedoteca, apresentar a proposta desse espaço. Na partilha do grupo discutimos as opções antes da pré escola, o melhor momento para o início da vida escolar, as alternativas para quem deseja esperar até os três anos para colocar na escola, as relações entre família, creche e babá. Enfim, sentimentos, experiências e opiniões para cada família pensar e fazer as suas escolhas com maior consciência.

Foram dois encontros maravilhosos! No 1o foi bom rever as amigas e mães que caminharam comigo em 2008 e ainda conheci Camila do blog: Caminho Trilhado que fez um bonito depoimento sobre o grupo. No 2o senti o desejo e o incentivo das novas famílias que se juntaram ao grupo!

Agradeço a presença de todas as famílias! Em especial, agradeço o espaço e a contribuição de Fabiana Dantas, a presença carinhosa e competente de Ana Graça (Gravi 10), a divulgação e a presença de Andréa e Patrícia da OCA e do Cininar e a divulgação e a presença de Mariana (Blog Pequenópolis).

Em Junho os grupos se reencontram para refletir novos temas, partilhar e conviver.
Para participar basta atender as seguintes condições:
  • Ser mãe/ pai com desejo e disposição para partilhar, aprender e conviver em grupo.
  • Ser mãe/pai com filho na faixa etária de 0 - 12 meses (grupo 1) ou de 1 a 2 anos (grupo 2).
Quanto à inscrição e a proposta do grupo:
  • O grupo reúne uma vez por mês e é um espaço de aprendizado e convivência para os pais e as crianças.
  • As reuniões podem incluir apresentação de um tema por um profissional, debate e partilha no grupo ou experiência de uma atividade em família.
  • É necessário a inscrição antecipada de cada família.
  • Coordenação e inscrição com Nádia: nausmota@yahoo.com.br

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Eu me Rendo! (Danuza Leão)

Agradeço à Camila (blog: Caminho Trilhado) pela divulgação desse texto, valeu! Gostei da sinceridade e da crítica do texto, é pra fazer pensar e libertar todas nós!

Eu me rendo! (Danuza Leão)

"Quantas mentiras nos contaram; foram tantas, que a gente bem cedo começa a acreditar e, ainda por cima, a se achar culpada por ser burra, incompetente e sem condições de fazer da vida uma sucessão de vitórias e felicidades.

Uma das mentiras: É a que nós, mulheres, podemos conciliar perfeitamente as funções de mãe, esposa, companheira e amante, e ainda por cima ter uma carreira profissional brilhante.

É muito simples: não podemos .

Não podemos; quando você se dedica de corpo e alma a seu filho recém-nascido, que na hora certa de mamar dorme e que à noite, quando devia estar dormindo, chora com fome, não consegue estar bem sexy quando o marido chega, para cumprir um dos papéis considerados obrigatórios na trajetória de uma mulher moderna: a de amante ..

Aliás, nem a de companheira; quem vai conseguir trocar uma idéia sobre a poluição da Baía de Guanabara se saiu do trabalho e passou no supermercado rapidinho para comprar uma massa e um molho já pronto para resolver o jantar, e ainda por cima está deprimida porque não teve tempo de fazer uma escova?

Mas as revistas femininas estão aí, querendo convencer as mulheres - e os maridos - de que um peixinho com ervas no forno com uma batatinha cozida al dente, acompanhado por uma salada e um vinhozinho branco é facílimo de fazer - sem esquecer as flores e as velas acesas, claro, e com isso o casamento continuar tendo aquele toque de glamour fun-da-men-tal para que dure por muitos e muitos anos.

Ah, quanta mentira!

Outra grande, diz respeito à mulher que trabalha; não à que faz de conta que trabalha, mas à que trabalha mesmo. No começo, ela até tenta se vestir no capricho, usar sapato de salto e estar sempre maquiada; mas cedo se vão as ilusões. Entre em qualquer local de trabalho pelas 4 da tarde e vai ver um bando de mulheres maltratadas, com o cabelo horrendo, a cara lavada, e sem um pingo do glamour - aquele - das executivas da Madison.

Dizem que o trabalho enobrece, o que pode até ser verdade. Mas ele também envelhece, destrói e enruga a pele, e quando se percebe a guerra já está perdida.

Não adianta: uma mulher glamourosa e pronta a fazer todos os charmes - aqueles que enlouquecem os homens - precisa, fundamentalmente, de duas coisas: tempo e dinheiro.

Tempo para hidratar os cabelos, lembrar de tomar seus 37 radicais livres, tempo para ir à hidroginástica, para ter uma massagista tailandesa e um acupunturista que a relaxe; tempo para fazer musculação, alongamento, comprar uma sandália nova para o verão, fazer as unhas, depilação; e dinheiro para tudo isso e ainda para pagar uma excelente empregada - o que também custa dinheiro.

É muito interessante a imagem da mulher que depois do expediente vai ao toalete - um toalete cuja luz é insuportavelmente branca e fria, retoca a maquiagem, coloca os brincos, põe a meia preta que está na bolsa desde de manhã e vai, alegremente, para uma happy hour.

Aliás, se as empresas trocassem a iluminação de seus elevadores e de seus banheiros por lâmpadas âmbar, os índices de produtividade iriam ao infinito; não há auto-estima feminina que resista quando elas se olham nos espelhos desses recintos.

Felizes são as mulheres que têm cinco minutos - só cinco - para decidir a roupa que vão usar no trabalho; na luta contra o relógio o uniforme termina sendo preto ou bege, para que tudo combine sem que um só minuto seja perdido.

Mas tem as outras, com filhos já crescidos: essas, quando chegam em casa, têm que conversar com as crianças, perguntar como foi o dia na escola, procurar entender por que elas estão agressivas, por que o rendimento escolar está baixo.

E ainda tem as outras que, com ou sem filhos, ainda têm um namorado que apronta, e sem o qual elas acham que não conseguem viver . Segundo um conhecedor da alma humana, só existem três coisas sem as quais não se pode viver: ar, água e pão.

Convenhamos que é difícil ser uma mulher de verdade; impossível, eu diria.

Parabéns para quem consegue fingir tudo isso..."

Foto retirada de Globo.com
Nós precisamos deixar de ser (ou de querer ser) mulher-maravilha
para ser, simplesmente, mulheres maravilhosas! A foto aqui diz tudo!

Dia das mães 2009

Esse foi meu 3o dia das mães com Ana Clara, no 1o ela estava no ventre, no 2o era uma recém nascida nos meus braços e, agora, ela está por toda parte! No 1o eu escutei os meus sonhos sobre ser mãe, no 2o os seus sons e choro e neste 3o dia das mães escutei um carinhoso: "mamã"!

A cada dia ela me dá de presente a maternidade e a possibilidade de amadurecer como mãe. Mas, no dia das mães, ser mãe de uma menina reserva surpresas maternais! De repente, num doce faz de conta, encontro Ana Clara na sala "alimentando" seus "nenéns"!

E ficamos as duas ali, ela brincando de ser mãe e eu deixando a mãe brincar, as duas numa cumplicidade feminina, num aprendizado ancestral... E senti uma mistura de saudade do meu neném que cresce e de esperança pelos nenéns de amanhã! Feliz dia das mães!

Ana Clara alimentando seu "neném"!

Ana Clara descansando depois de alimentar todos seus nenéns! Ufa!

2a sessão do Cininar

Amigas juntas nessa novidade!

É bom ver nascer a novidade e o novo no Cininar está por toda parte! Está nas pessoas, a princípio desconhecidas, que vão se espalhando como crianças pelo chão, se aconchegando nas cadeiras e compartilhando o filme e os filhos, de repente, já são conhecidos! É a mãe daquele, o pai do outro, todo mundo vai ganhando nome e rosto como as estrelas na tela.

É bom ver a sala do cinema se transformando em um filme de comédia, uma sessão da tarde com enredo familiar, um filme autobiográfico, onde cada um assiste a si mesmo olhando os outros.

É bom fazer do cinema o cenário para contracenar com outras famílias as nossas histórias da vida real. E vendo ali, lado a lado, a vida e o filme é fácil perceber como a vida real é pura arte que emociona, alegra e faz pensar... É bom Cininar!

Próxima sessão: 22 de agosto às 10h, na Sala de Arte e Cinema da UFBA.
Informações, fotos, textos: http://www.cininar.blogspot.com/

Ana Clara conhecendo o cinema

A "pipoca" desse cinema é o leite!