Aos três anos Ana Clara faz sua primeira transição consciente entre as fases da vida. Acho que ela está vivendo sua primeira crise consciente, sua primeira experiência da complexidade feminina, quase uma TPM infantil! Mas essa introdução está mais psicológica do que maternal e aqui eu quero falar como mãe! É que a psicóloga em mim dá pulinhos de alegria ao ver ao vivo o desenvolvimento infantil que eu só lia nos livros!
Agora, ela pode acordar super cedo e ficar sozinha vendo televisão e tomando seu Nescau enquanto o resto da família dorme mais meia hora, ela vai ao banheiro sozinha, ela faz balet na escola, ela tem dever de casa, ela recebe visita das amigas, ela tem "melhores amigas". Num dia elas se desentendem e no outro são melhores amigas! Ela brinca de "Poly", ela faz pose e parece uma daquelas meninas populares da escola!
Aos três anos Ana Clara dialoga comigo tentando autoafirmar-se no nosso matriarcado. Ela argumenta, resiste, explica, tenta fazer valer os seus desejos, já não deseja, passivamente, o que eu desejo pra ela. Já não quer o meu penteado preferido ou aquela roupa que eu escolhi. Às vezes, ela cede, às vezes, quem cede sou eu. Tem dias em que ela me convence com bons argumentos, outros a gente negocia e, algumas vezes, eu sou, simplesmente, MÃE e ela me obedece! Isso é um aprendizado constante, um exercício de amor e autoridade pra nós duas, algo bonito de perceber ao escrever, mas caótico e cansativo no dia a dia!
É que como mãe eu estou, temporariamente, divida entre dois amores que vivem tempos diferentes, duas realidades, dois universos paralelos... Sou mãe de Ana Luisa, uma "bebezinha" que quer colo, peito e uma mãe autoridade-amorosa, uma mãe onipresente e onipotente, uma mãe integral, intensa e primitiva. E sou mãe de Ana Clara, uma "menininha" que também quer colo, mas, um minuto depois, quer brincar com uma mãe democrática-amorosa, uma mãe que não é onipresente e nem onipotente porque ela já sabe que a mãe é humana, uma mãe amiga, dinâmica e flexível. Ufa! O mais difícil é que, às vezes, tudo isso se inverte e a bebezinha quer ser quase uma menininha e brincar no meio da madrugada! E a menininha quer ser quase uma bebezinha pra ficar o tempo todo no colo da mãe! O caos se instala e graças à Deus que existe o pai!

Aos três anos Ana Clara tornou-se a IRMÃ MAIS VELHA! Pela primeira vez ela teve que dividir o pai, a mãe, a casa, o quarto, os brinquedos e o AMOR. Pela primeira vez ela deixou de receber nossos olhares maternais 24 horas por dia e nisso ela ganhou liberdade e, ao mesmo tempo, perdeu atenção.
Agora, ela pode acordar super cedo e ficar sozinha vendo televisão e tomando seu Nescau enquanto o resto da família dorme mais meia hora, ela vai ao banheiro sozinha, ela faz balet na escola, ela tem dever de casa, ela recebe visita das amigas, ela tem "melhores amigas". Num dia elas se desentendem e no outro são melhores amigas! Ela brinca de "Poly", ela faz pose e parece uma daquelas meninas populares da escola!
Aos três anos Ana Clara dialoga comigo tentando autoafirmar-se no nosso matriarcado. Ela argumenta, resiste, explica, tenta fazer valer os seus desejos, já não deseja, passivamente, o que eu desejo pra ela. Já não quer o meu penteado preferido ou aquela roupa que eu escolhi. Às vezes, ela cede, às vezes, quem cede sou eu. Tem dias em que ela me convence com bons argumentos, outros a gente negocia e, algumas vezes, eu sou, simplesmente, MÃE e ela me obedece! Isso é um aprendizado constante, um exercício de amor e autoridade pra nós duas, algo bonito de perceber ao escrever, mas caótico e cansativo no dia a dia!
É que como mãe eu estou, temporariamente, divida entre dois amores que vivem tempos diferentes, duas realidades, dois universos paralelos... Sou mãe de Ana Luisa, uma "bebezinha" que quer colo, peito e uma mãe autoridade-amorosa, uma mãe onipresente e onipotente, uma mãe integral, intensa e primitiva. E sou mãe de Ana Clara, uma "menininha" que também quer colo, mas, um minuto depois, quer brincar com uma mãe democrática-amorosa, uma mãe que não é onipresente e nem onipotente porque ela já sabe que a mãe é humana, uma mãe amiga, dinâmica e flexível. Ufa! O mais difícil é que, às vezes, tudo isso se inverte e a bebezinha quer ser quase uma menininha e brincar no meio da madrugada! E a menininha quer ser quase uma bebezinha pra ficar o tempo todo no colo da mãe! O caos se instala e graças à Deus que existe o pai!

Aos três anos Ana Clara me vê amamentando Ana Luisa e, de certa forma, quer ser "amamentada" também e "o ciúme lançou sua flecha preta e acertou no meio exato da garganta..." E o ciúme passou a fazer parte do nosso dia a dia e acontece em meio ao mais sincero amor fraternal, acontece "tudo junto e misturado"! Saímos de uma convivência exclusiva e ainda egocêntrica para ser uma família MESMO! Uma família com seus altos e baixos, suas contradições, suas pluralidades, ciúmes, crises e reconciliações! Uma família como aquela que eu via nos fins de semana na casa de meus avós e que me parecia tão caótica e aconchegante! Aos três anos Ana Clara cresceu e, ao mesmo tempo, quer colo. Ana Luisa nasceu e seu nascimento nos mostrou um novo modo de ser família que, na verdade, é um retorno às origens, aos nossos pais e avós. E, assim, a vida faz e refaz seus ciclos enquanto a gente cresce, contempla e escreve...
Minha pequena rebelde! Cabelo, roupa e acessórios escolhidos por ela!
Adoro essa foto porque ela conseguiu uma síntese rara: a bailarina hippie!
P.S.: Este post é dedicado à nossa família, mas também à amiga-prima-do-marido: Patricia. Que está vivendo o mesmo CAOS do nascimento do segundo filho e escuta os meus desabafos maternais! Obrigado por TUDO Paty!Adoro essa foto porque ela conseguiu uma síntese rara: a bailarina hippie!



















9 comentários:
como crescem rápido e ficam independentes nossos pequenos.o ciúme faz parte e a trabalheira também.
beijos
http://marcela-lusia.blogspot.com
Oi Nádia!
Eu vou viver em breve essa transformação. Confesso que tenho um pouco de medo por mim e pela Ísis. Como ela vai reagir ao perceber que não é mais a única em casa?
Espero conseguir lidar com as mudanças com muito amor e paciência!
Suas filhas são lindas!
Beijos,
Nine
Que texto lindo querida!!!Ah! que maravilha a sua visão do terceiro ano da pequena!!!bjos
http://simplyliu.blogspot.com/
E essa foto de caipira, meodeosss?? Figuraaaa
nádia,
fiquei om medo do seu post hahaha está muito caótica a situaçã com 1 bebe e +1 de 3 anos? fiquei com medo..pq o meufilho é bem temperamental, não me obdece muito, enfim...uma criança de anos nao quer banho, corre quando chamo, grita qd está com raiva...e mesmo assim tenho pensando muito no segundo filho e já até parei de tomar remedio! Mas acho que vai ser punk!!!!!! vi morar numa cidade onde não conheco ninguem e aqui não terei nenhuma ajuda a nao ser do marido!!!!! tenho tanto medo de me arrepender em lanejar o segundo filho mas como sou filha única e detesto...não queria que meu filho se tornasse uma criança criada no meio de um monte de adultos assim como eu fui! heheh acho que escrevi demais....
Nau, tb já passei, e continuo passando pelas crises existenciais da "filha mais velha": Júlia, por vezes, é tão dramática q parece estar na adolescência... rsrsrs. Mas graças a Deus, o ciúme não faz parte deste processo. Claro q ele existe, mas de uma forma suave e natural!
Bjs,
Mille
Nau,
Claro que me identifiquei totalmente. Qd Fabinho nasceu, às vezes Ana Julia dominava tanto as atenções que sempre achava que estava negligenciando um pouco meu bebê. Mas hoje em dia ele sabe muito bem lutar pelo seu espaço. Não tem coisa mais gostosa do que ver a relação linda deles dois, ainda que entre tapas e beijos. Sei muito bem o que é este caos cotidiano.
As meninas estão lindas!!!
Beijos,
Fabi
Ai, Nau, muito inspirador esse seu post... não estou pensando no segundinho por agora não, mas Lara está numa fase em que, prestes a completar 3 anos, tenta se reafirmar perante eu e o pai, justamente como vc relatou em relação a Ana Clara! Ela quer ser mocinha, mas também quer os denguinhos e a atenção de bebezinha!
Bjoo
Lindo post, lindas filhas!
Beijos!
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